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Nesta vida, a felicidade é expressa em momentos.

Foi assim comigo, quando levei no meu carro 65 presentes para a promoção Papai Noel dos Correios.

Ajudei a coordenar a campanha de doação na empresa CDS Tecnologia. Ótima aceitação!

Cerca de 200 trabalhadores de Brasília aceitaram o desafio. Quem ganha mais comprou o presente sozinho. Os outros criaram solução inteligente: o consórcio, pelo qual três ou quatro juntaram-se para "adotar" uma criança.

Não são presentes banais, não! A garotada, mesmo pobre, sabe pedir. Bonecas (com especificação sofisticada), jogos, carrinhos, etc. Tudo fino!

Chegaram a encomendar uma boneca de mais de mil reais, substituída por outra semelhante, abaixo dos duzentos reais. Não vale exagerar!

Foi emocionante ver os jovens da CDS, da área de Tecnologia da Informação, muitos deles sem filhos e até solteiros (alguns nerds), saindo para comprar as coisas e pedindo orientação aos mais velhos, pais escolados (e até avôs) como eu.

Enquanto dirigia meu carro num trajeto de 20 minutos até a sede dos Correios, na L4 Norte, fiz interessante exercício de felicidade.

Olhei para uma caixa bem grande, onde havia uma boneca, e tentei visualizar a menina de quatro anos que mandou uma cartinha pedindo esse presente. Como será ela?

Quando o Papai Noel dos Correios estiver chegando na casa da garota, que tipo de emoção ela vai demonstrar? E a mãe, coitada, sem grana para atender os desejos dos filhos, vai chorar?

O meu presente custou R$ 120,00: o tradicional jogo Banco Imobiliário. Fiquei emocionado com a elegância da cartinha que recebi de uma menina que tem dez anos e estuda numa escola de Sobradinho. Pena não conhecê-la pessoalmente.

Mais tarde, sozinho em casa, lembrei que, na visualização feita por mim, não percebia se a criança era branca, preta, sarará, mulata, índia ou japonesa. A raça não fez parte do meu exercício de felicidade. Bastava sentir o olhar e o mexer dos braços diante do surpreendente presente.

Na chegada aos Correios, fui recebido honradamente pela minha amiga Cleide Ilha, coordenadora da promoção "Papai Noel dos Correios".

Acabei ficando mais de duas horas por lá, curtindo a chegada de milhares de outros presentes, vindos de todos os cantos de Brasília. E assim, em meio a tantas dificuldades, fui bem feliz.

A felicidade pode ser um suspiro - mas é gostosa como um suspiro em forma de doce.

Obrigado a todos!

Até 2017!

Renato Riella